STORIA DELL´ARTE

PORTOGALLO,FUTURISMO E AMADEO DE SOUSA CARDOSO

 

AMADEO DE SOUSA CARDOSOAmadeo de Sousa Cardoso é nato a Manhufe, vicino a Amarante, nel 1887. Fece il Liceo a Coimbra e venne a Lisbona em 1905, per studiare Architettura nell´ "Academia de Belas Artes".

Il progetto Accademico lo conduce a Parigi nell´anno seguente, ma appena arrivato decide d´interrompere gli studi per dedicarsi esclusivamente all´attivitá artistica. A Parigi frequenta le Accademie Libere e fraternizza con altri artisti Portghesi che incontra come Francis Smith, Manuel Bentes, Alberto Cardoso, Emmerico, Eduardo Viana.

In veritá anche con essi mantiene una certa distanza e riservatezza.

Fra i compatrioti Amadeo si evidenza dovuto alla sua involgare abilitá come caricaturista, che sviluppa sin dal 1905 e gli vale importanti elogi.

Il suo viaggio a Parigi, é una necessitá e un´ avventura, simultaneamente il suo primo gesto di rifiuto dell´intellettualitá  "Lisboeta" che interpreta come futile e meschina.

Nel 1907, anno in cui abbandona definitivamente gli studi di Architettura, insiste nel suo primitivo talento.

Cosí segue la sua vocazione di caricaturista, perfezionando il suo  tratto sintetico, manifestando una franca influenza dei giornali Francesi, in particolare di “L’Assiete au Beurre” dove collaborava Leal da Câmara e Juan Gris pubblicava disegni.

MIX T.

Lentamente, e un po 'influenzato da un ambiente dominato dal “fauvismo”, Amadeo Amadeo si dedica alla pittura. In un primo tempo niente di speciale, solo alcuni piccoli formati di qualità molto dubbia.

Deciso Ai perfezionare la sua nuova tendenza plastica, frequenta il "laboratorio" del pittore spagnolo Anglade Camarasa titolare di un colore vibrante e simblismo stilizzato.

 L´esuberanza cromatica, che Amadeointeriorizza e sarà presente in tutta la sua opera, anche in un secondo momento. Rsultato immediato di questa coesistenza, é la produzione di alcuni paesaggi della periferia di Parigi in cui riscontriamo alcune caratteristiche importanti fei naturalisti, dopo tutto il grande stigma del modernismo  Portoghese a cui Amadeo si oppone, rifiutandosi di partecipare a "Mostra Libero "a Lisbona (1911), il cui sponsor è il suo amico Manuel Bentes e che contiene tutti i suoi compagni di Parigi.

COZINHA - 1913

Va osservato che la "Exposição Livre",è la prima esposizione collettiva contro la scuola naturalista come espressione plastica dominante.

Attraverso questo evento, si ricerca una moderna espressione di alternativa ai Saloni della Sociedade Nacional de Belas Artes.

Obiettivo, universalmente considerato non realizzato e che porta al rifiuto di Amadeo che commenta sul tema dell´ Arte in Portogallo pronunciando una sentenza definitiva e di allontanamento dalla vanguardie Nazionale: “(...Sono in assoluto disaacordo con i miei amici e compatrioti  che avanzano in una routine oltrepassata(...)”, scrive Amadeo a suo zio, continuando: “Tuto ció che qui si fá é mediocre, a parte pochissime cose

Ma se Amadeo non integra i “Livres”, trova uno “stile” proprio a cui non é estraneo il convivio con Modigliani, con cui espone nel 1911 e dove la pittura del giovane Portoghese é riferita come: “uno stile prezioso e mondano”.

Di fatto la sua produzione, fino ad allora, é segnata da un certo esotismo, anche decorativo nel suo grafismo stilizzato e nel colore dove rivela l´influenza orientale del Ballets Russo di Diaghilev, attraverso scenari e figurine di Golovine o di Bakst.

O SALTO DO COELHO - 1911

 Peças como “O Salto do Coelho”, “Pont L’Abbé”, manifestam essa influência cenográfica. Ainda em 1911, participa no XXVII Salon des Indépendents de Paris. Em Agosto de 1912, publica um luxuoso álbum de “XX Dessins” cujo prefácio é de autoria de Jérome Doucet, o qual atribui duas grandes qualidades às obras publicadas:

“Surpreendentes” e “Decorativas”, “extremamente novos, mesmo depois da surpresa do cubismo”.

Para o prefaciador, os desenhos de Amadeo revelam elegância, mistério, imaginação, emoção, poesia e simbolismo, insistindo no lado exótico das composições. Vauxcelles, famoso adversário dos “fauves” e dos “cubistas”, consagra o volume escrevendo no “Gil Blas”: “Acaba de publicar-se um álbum de desenhos que pode dizer-se a coisa mais maravilhosa que jamais viram os nossos olhos”. As “estilizações prodigiosas” lembram-lhe Greco, Cézanne, esculutras polinésias e astecas, numa arte “bárbara” e simultaneamente requintada, antiga e de um modernismo decadente, exagerado, pueril.

Após a publicação dos “XX Dessins”, Amadeo toma consciência dos rumos da arte contemporânea, propondo-se abandonar “O sentimento e a psicologia romanesca” que estavam no cerne das suas composições. Facto, que o afasta de Modigliani e motiva uma aproximação aos cubistas que pareciam ser o garante das novas tendências.

Ainda em 1912, Amadeo volta a expor no XXVIII Salon des Indépendents e concorre ao X Salon D’Automne – suscitando apontamentos críticos de Appollinaire e de André Salmon. Porém, entre nós, a reacção mais conhecida é a de Sá-Carneiro que, sobre a participação do seu compatriota no X Salon, escreve a Fernando Pessoa exprimindo uma manifesta antipatia pelo pintor que considera, “snobe”, “vaidoso”, “impertinente” e que “se diz cubista”.

CORPUS CHRISTI - 1913

Para lá das polémicas geradas em terras lusas, a sua presença nos salões parisienses valem a Amadeo um convite do crítico americano Walter Pach ( intimo de Appollinaire), para integrar a primeira exposição de arte moderna a ser realizada nos Estados Unidos, o famoso “Armory Show, de 1913 ( exposição itenerante que irá percorrer as cidades de Nova Iorque, Boston e Chicago), onde apresenta oito obras ao lado de Braque, Matisse, Duchamp, Gleizes, Herbin, Segonzac e dos pioneiros da nova plástica, Cézanne, Gaugin, Renoir, Seraut, Van Gohg.

Três quadros serão adquiridos por A. J. Eddy que mais tarde ( 1914) publicará “Cubistas and Post -Impressionism” , no qual faz referência específica a Amadeo, nomeadamente ao seu “sentimento romântico”, “ fascínio da cor e o seu “sentido feérico”.

Com a morte de A J. Eddy, as peças passarão ao Art Institute de Chicago onde ainda se encontram.

Em 1913, por proposta do casal Delaunay, com os quais iniciara amizade, figurou no I Salão da Galeria Der Sturm de Berlim com três quadros, duas “pinturas” e “O Atleta”, obra bem diferente das que mostrara no Armory Show. “O Atleta”, trata-se de uma composição incerta, composta por uma multiplicidade de triângulos modelados e de difícil identificação figurativa.

Com esta repentina incursão no domínio desconhecido, Amadeo terá sido obrigado a recuar para procurar as razões estruturais, obras como a “Casa do Ribeiro” e a “Cozinha de Manhufe” testemunham este movimento. Para críticos como José-Augusto França “A Cozinha de Manhufe” é a primeira obra que o artista consegue realizar plenamente.

Com as telas “Barcos à Vela” e “Cavaleiros”, ambas datadas de 1913, definem-se de forma mais densa, situando-se, historicamente, entre um cubismo analítico, empírico e já ultrapassado e um cubismo sintético, já conceptual.

BARCOS A VELA - 1913

De facto, Amadeo move-se entre uma e outra fórmula o que o conduzirá rapidamente a uma outra fase em que a cor desempenhará um papel determinante, influenciado, sobretudo, por Delaunay e já visível em “Cavaleiros”, posteriormente adquirido pelo Musée National D’Art Modern de Paris.

Pode-se dizer que com os quadros de 1913, Amadeo encerra a sua viagem pelo cubismo. A sua obra vem agora propor um caminho de passagem do figurativo ao abstracto.

Esta nova produção, tratam-se de um conjunto de peças que correspondem a uma pesquisa intensa e rapidamente conseguida.

PONTE - 1914

Segundo José-Augusto França, poderão ser classificadas de “puristas”, embora este termo só venha adquirir significado em 1918, aquando do manifesto de Ozenfant e de Jeanneret-Le Corbusier.

Ao abandonar a linha cubista, o “expressionismo” poderia ser a fonte de satisfação para o inquieto Amadeo.

Assim acontece, embora surja como uma necessidade de ordem temperamental, sobretudo, o colorido violento, de verdes, azuis e vermelhos, tal como a pincelada intensa, reflectindo um movimento de libertação interior.

CABECAS - 1913

 Característicos desta época serão as “cabeças”. “Fumador de Boquilha”, “Luto- Cabeça Boquilha, “Cabeça Negra”, etc., produzidas entre 1914 e 1915, só irão encontrar paralelo no expressionismo de Jawlensky, com a sua produção de máscaras nos anos vinte.

Mas a par das “cabeças” há o tema das “violas” e “guitarras” herdadas do cubismo, temática esta que seguirá até à fase final da sua obra em 1917, após as exposições no Porto e em Lisboa.

Entretanto, um facto histórico intervém na vida artística de Amadeo, a eclusão da Primeira Guerra Mundial que o faz regressar a Manhufe.

O mesmo acontecimento traz os Delaunay, que acompanhados de Viana, se estabelecem em Vila do Conde. Em Manhufe, isolado das novas tendências da arte mundial, apenas mantém contactos esporádicos com os futuristas, sobretudo com Almada Negreiros, e com o núcleo de Vila do Conde, onde o casal Delaunay sempre acompanhados pelo omnipresente Viana desenvolvem o seu trabalho.

A partir de 1913, e por influência do trabalho sobre os discos coloridos de Robert Delaunay, Amadeo irá integrá-los na sua obra, embora de uma forma específica e pessoal, aplicando-os quer às paisagens, quer ao retracto.

FRANCISCO CARDOSO

Porém, antes da sua partida de Paris, ainda expõe no XXX Salon des Indépendents e envia alguns trabalhos para uma exposição da Allied Artists Association, em Londres.

Aqui termina a sua carreira internacional.

A carreira Portuguesa de Amadeo foi breve e insípida, limitada a duas exposições nos finais de 1916, uma no Porto e outra em Lisboa.

Estes eventos em que o próprio artista não parece muito convicto, uma vez que só são apresentadas peças soltas, umas trazidas de Paris outras estudos realizados em Manhufe durante as férias, apenas irão suscitar curiosidade, incompreensão, escárnio e a defesa tempestuosa de Almada Negreiros, talvez de todo o panorama plástico português aquele que manifesta uma visão genuinamente mais moderna.

AMADEO SOUSA CARDOSO -1917          AMADEO SOUSA CARDOSO- 1917

Durante il 1917, Amadeo realizza la parte finale del suo lavoro. 

Le ultime opere fissano un graduale aumento della tensione drammatica e una sorta di marchio di crescita di una rabbia che ne fa cambiare la categoria ideologica.

BRUT - 1917          ENTRADA - 1917

Il Futurismo implicito negli anni 15 - 16, si tradurrà in uno stato d'animo "Dadaísta, pr necessitá logica e psicologica dell'autore e non dovuta da una influenza culturale ignorata dallo stesso, nel suo desertico ritiro Portoghese.

 Nel 1918, poco o nulla produce ed a Ottobre muore di polmonia.

MFL, JEAS