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(Fernando Namora)
«Un
giorno pittore, nell´altro scrittore, nell´altro ancora il
reporter o l´uomo del cinema
-
e in tutti
loro, quello che li identifica e ne fá uno
solo é l´intenssissima curiositá, per tutto ció che é vita e
l´urgenza di esprimerla in Arte.»
(Manuel Faliero Lassi)
Agli scettici verso
la vta, consiglio di visitare un´esposizione di Rogério de
Freitas.
Se avrete fortuna forse riuscirete a trovarlo lá!
Potrete capire
perché con lui esorcizzare le paure e ansie che derivano dalle
battaglie quotidiane, diventa un´esercizio semplice.
Se le linee caotiche che creano situazioni
nel nostro Universo e nella nostra vita, non proporzionassero questo momento ... non disperate... potete
provare due soluzioni:
La prima e cercare qualcuno che lo conosca!
Avrete la
possibilitá di constatare il potere di quest´uomo, l'influenza il marchio
che lascia in coloro la cui intelligenza e e anima tocca.
La seconda richiede un pó più di lavoro ... e il desiderio di realizzarlo.
Mettetevi di fronte
a un dipinto di Rogério de Freitas! Lo state osservando?
Non scordatevi che questo dipinto é come uno specchio.
Guardando il proprio riflesso, gli animali, al contrario degli
uomini, fuggono!
Non abbiate timore di osservare lo "specchio" e
il riflesso, visto che ormai siete abituati a vivere con la vostra
immagine.
Osservate attraverso codesta porta aperta e il
"Mondo al contrario"!
La "composizione"
di questo Universo, i "colori "... Insomma, penso di non
dover dire tutto.
Avete inteso l´esercizio?
Siete riusciti a realizzare ció che vi ho proposto?
Avete capito quanto
importante é questo "Mondo al contrario"?
Sono sicuro di si!
Rogério de
Freitas non appartiene alla mia generazione, non ha un´ideologia
politica simile alla mia, non é un fanatico di calcio come me, non
si lasca sedurre dalle tentazioni dell´Arte Culinaria!
Anche se spero di riuscire a convertirlo!
É intransigente,
tollerante, colto, curioso, avventuriere, vero.
Non sopporta l´inattivitá mentale e la meschinitá
Alcune delle sue virtú di cui mi orgoglio!
Perché? Perché ho l' onore d´essere amico di quest´
uomo delle Arti e Lettere, riferimento di genialitá e umanitá.
(António Ramos Rosa)
Possiamo dire che
Rogério de Freitas dipinge lontano da noi, oltre alla soggettivitá e
alla espansione sentimentale.
Ciò che cerca é una
determinata intimità trascendente che è, anche, il mondo elementare,
la pienitudine della terra.
Il mondo é abolito
dal silenzio, ma è nello spazio che si apre il silenzio.
Così, l´artista si
perde senza perdersi.
Il silenzio diventa più profondo,
il vuoto rivela il fondo primitivo, lo spazio si offre nella sua
longevità.
Siamo lontani, molto lontani, ma vicino alla nascente.
La distanza diventa
il corpo della totalità persa, indefinita, innominabile ció che
vediamo non sono cose ne segni, ma la tranquilla sospensione del
reale, il suo vuoto, il mistero della sua presenza ausente.
Così,
il pittore promuove un´aprtura della vista all´invisibile, al
sottostante, al
virtuale illimitato.
Senza eccessi metaforici dell´immaginazione,
Rogério de Freitas ci apre un percorso nel loro ritiro, che è una vera e propria metamorfosi del vuoto in cui si è nascosto e nella sua irriducibile distanza.
(José Eduardo de Almeida e Silva)
Certamente
este não é o espaço para falar do homem que, sob o nome de
Rogério de Freitas, aos oitenta e oito anos, ainda teima em nos
observar com um olhar ternamente atento tão próprio de quem viu o
mundo e dele foi protagonista, mas sempre expectante que algo de
esquecido lhe seja revelado. Muito menos, é a hora de abordar a obra
que nos legou, debutada num longínquo ano de 1938 em Paris e sobre a
qual grandes vultos da Cultura Portuguesa, tais como Vergílio
Ferreira e Fernando Namora, entre outros, escreveram o seu
testemunho.
O momento
a que cinjo a presente intervenção, confina-se à série de pintura
datada de 1997 e agora exposta na Galeria de Arte Potthoff. Aqui
encontramos um conjunto coerente de óleos, cromaticamente dominado
pelas tonalidades azuis e pela composição vertical.
Porém, se
a qualidade técnica é inquestionável, o que a sensibilidade induz,
sem que o consiga expressar num rasgo imediato, é o motivo da nossa
incondicional adesão. De facto, a pintura que nos é dada não se
queda pela harmonia em que se constrói e desenvolve, pelo contrário,
ela inquieta sem no tormento se alicerçar.
Digamos,
que é fruto de uma longa reflexão sobre o ser e as suas múltiplas
conjugações. Dai que os cambiantes azuis oscilem do escuro ( a cor
da noite, do sonho e do inconsciente) ao celeste (a cor da
inspiração, da transcendência, enfim do supra-humano ).
No
entanto, de quando em quando deparamos com o verde que, sugerindo a
realidade em
Rogério de Freitas é o verdadeiro catalisador do gesto
criativo.
Como um
contador de histórias, Rogério de Freitas, pela narrativa
plástica, entretém-nos a retractar a alma, inspirando-se umas no
próprio ego, outras retiradas da mera observação, sem esconder um
estranho fascínio cosmopolita onde o romantismo bucólico não tem
lugar, mas, que é enriquecido pelo dramatismo subjacente à
diversidade da existência humana quando abordada na complexibilidade
do tecido urbano.
Assim, sem
conformismo e pela assumida recusa à pieguice, a pintura de
Rogério de Freitas, introduz-nos num ambiente irreal onde a
tangibilidade e a imaginação se fundem para, numa subtil
coreografia, nos revelarem o Homem que transcende o autor. Cru, sem
crueldade, poeta sem necessidade da palavra, Rogério de Freitas
retracta-nos o mundo sem esquecer o devir do ser que nasce no azul
nocturno para se projectar na abertura do azul uraniano, que, neste
contexto, não se apresenta como fuga, apenas como o percurso natural
de quem não se queda no momento, persistindo para lá da
temporalidade, sempre fiel a esse olhar de adolescente expectante
que da vida tudo já viu, mas que dela ainda tudo espera.
(Edgardo Xavier)
Tal como
Picasso, Rogério de Freitas porfiou em avançados caminhos
que, uma vez por outra, retomaram às fontes, à laia de regressos
para referência, como quem parte do já sabido para a descoberta dos
mistérios que é urgente devassar, afinal apenas um meio para exaltar
a magia que os impregna.
E neste
fluir e refluir que Rogério de Freitas retoma a pintura de
interiores deixando que os olhos usufruam formas e cores, luz e
sombra, opacidades e transparências. A tónica é colocada nas
naturezas, sua composição e harmonia plástica. Essencial será, no
entanto, o modo como o Pintor as usa fazendo dos seus arranjos
suporte para uma comunicação plena de cambiantes, urdida a golpes
livres de pincel, amálgama de cores que assim se queimam e acendem
para ser muito mais a linguagem própria deste homem diferente que o
exercício de um regresso virtualmente útil.
Para lá
dos temas é que situamos a importância da obra em termos de
autenticidade e de coerência. Isto mesmo nos provou Morandi quando,
espartilhando o seu psiquismo na fronteira de objectos comezinhos,
transcendeu o meramente físico para se impor como arquétipo que,
entre outras, a Bienal de São Paulo viria a confirmar no final dos
anos cinquenta.
Naturezas
mortas ou ainda vivas, como gostam de dizer os Ingleses, podem ser e
são o motivo, a justificação, o ponto de partida para a aventura do
quadro, essa viagem perturbadora que nos aproxima e nos afasta da
serenidade para que a emoção vibre a plenitude do fazer. Rogério de
Freitas oculta-se e revela-se.
Retrata-se
e espelha-nos nesta série de obras que são uma dimensão da poética
possível.
(Ana Lima-Netto)
É a alma que dita
a pintura do Mestre,
transforma o pesadelo materialista no espírito da Arte.
Rogério de
Freitas appoggia chiaramenta la legge delle forme e dei mezzi
puramente pittorici, utilizzando macchie di colori spesse in modo relativamente sciolto.
Si sente la libertà nella rappresentazione degli elementi, l'armonia e la serenità dei colori in tensione per mezzo di
contrasti chiaro scuro - la concentrazione di macchie che danno un effetto psicologico portano lo spettatore a vagare
nella tela costringendolo a dissolversi in essa.
Molti hanno scritto di lui...come l´amico Vergílio Ferreira, Victor
Palla, Lima de Carvalho, Catarina Aguiar Lassi, João Murillo, João
Silveiro Pires, Maria Alzira Barahona, Costa Martins, Afonso
Brandão, Gabriel Bossy, Lima de Carvalho e um elenco che non ci
starebbe in queste pagine...!!! |