HISTORIA DA ARTE - Rogério de freitas
 

Aos pequenos homens que usaram o seu Nome, a sua Energia e a sua Inteligência para os seus fins e sem qualquer respeito...desejo que ardam no Inferno Eterno.

MFL

BIOGRAFIA...VERSÃO CURTA

 
Rogério de Freitas

Autodidacta, Rogério de Freitas, filho do actor Eduardo de Freitas,  nasceu em Lisboa em 16 de Fevereiro de 1910.

Ficcionista, dramaturgo e pintor, dedicou-se também ao jornalismo e à edição, criando com Leão Penedo a Editora «Artis» que divulgou artistas portugueses desde Gregório Lopes a Vieira da Silva.Foi também director, com os arquitectos Costa Martins, Victor Palla e Bento de Almeida da Galeria de Arte «Prisma 73».

  Está incluído em várias colectâneas Italianas, Russas e Brasileiras.

Foi em Lisboa, aluno de Frederico Ayres e em Paris de André Lothe onde viveu de 1928 a 1939, realizando ai a sua primeira exposição na Casa de Portugal.

Como jornalista colaborou em vários jornais e revistas, tendo sido chefe de redacção da «Eva», redactor da «Vida Mundial Ilustrada» e director do «Século Ilustrado».

Fez parte da representação portuguesa nos Encontros Internacionais de Genéve com Lion de Castro, Mário Dionísio e José Augusto França intervindo nos debates.

Em 1976 é nomeado por David Mourão Ferreira, Director Geral de Espectáculos onde deu inicio à Companhia Nacional de Bailado, sendo mais tarde responsável pela Galeria Almada Negreiros.

Está representado em várias colecções de arte nacionais e estrangeiras.

Deixou-nos pouco depois de ver o nascer deste Novo Milénio...

 

Referencias bibliográficas

 Dicionário Biográfico Universal de Autores, Artis Bompiani, Enciclopédia Verbo, Portuguese 20 Th. Century Artists, Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses, Grande Enciclopédia Luso-Brasileira, Biblioteca do Teatro D.Maria II em Lisboa.

 

.... O Intelectual, seja ele da esquerda ou da direita, deve entregar-se totalmente à sua obra, em defesa da autenticidade...

 

Rogério de Freitas, Genéve 1967

 

as exposições...algumas

 

1938 - 2000 Exposições Individuais

Casa de Portugal, Paris - Galeria Ana Isabel, Lis boa - Junta de Turismo, Faro - Mercado dos Escravos Lagos - Galeria Astolfi, Cascais - Casino do Luso - Galeria Inteni, Lisboa - Espaço A Club 50, Lisboa - Galeria Augusto Gomes, Porto - Galeria Roca, Marinha Grande - Galeria Belo-Belo, Braga - Galeria Diário de Noticias, Lisboa - Galeria de Arte do Casino do Estoril - Galeria Potthoff, Lisboa - Galeria LCR, Sintra - Atrium Saldanha, Lisboa - DRAC, Funchal

 

PARIS 1939

PARIS 1939

   

COPERATIVA GRAVURA - 40º

CLUBE 50

   

GALERIA ANA ISABEL - 1981

GALERIA DO LUSO - 1985

   

GALERIA INTERNI - 1987

DIARIO DE NOTICIAS - 1990

   

GALERIA ROCA - 1991

GALERIA BELO BELO - 1991

   

GALERIA ROCA - 1992

GI - 1993

   

LCR - 1997

GALERIA POTHOFF - 1996

 

DRAC - 1999 FUNCHAL

 

 

1929 -1999 Exposições Colectivas

 

Salon d'Art Mural, Paris - Galeria Prisma, Lisboa - «Escritores Pintores», Fundação Calouste Gulbenkian - Galeria das Olaias, Lisboa - DITE C, Espaço Arte, Lisboa - Casino Estoril Galeria Palma, Lisboa - «Um Ano Depois» Galeria G, Lisboa - Galeria Astolfi, Cascais - «Pequeno Formato», Junta de Turismo da Costa do Sol- DITEC, Espaço Arte, Lisboa - Galeria Penta, Lisboa -Galeria Príncipe Real, Lisboa - Hotel Diplomático, Lisboa - Galeria da Cervejaria Trindade, Lisboa -«Homenagem a Carlos Botelho», Lisboa - Galeria Da Vinci, Lisboa - I Bienal de Arte, Sintra Museu Goya, Castres, França - Mostra de Arte Contemporânea, Albufeira - DITEC, Espaço Arte, Lisboa -Galeria Liberdade, Lisboa - «Homenagem a Femando Namora», Casino do Estoril Galeria G, Lisboa -111 Exposição Nacional Pequeno Formato, Cascais (Menção Honrosa) Galeria Roca, Marinha Grande - Galeria A, Almada - Colectiva de Artes Plásticas, Casino do Estoril - II Exposição Nacional Pequeno Formato, Porto - «Homenagem a Soares dos Reis e Diogo de Macedo», Vila Nova de Gaia - Colectiva de Verão, Casino do Estoril Colectiva DITEC, Espaço Arte, Lisboa - Exposição «O Vinho e a Vinha», S.N.B.A. - Salão de Outono, Descobrimentos, Casino do Estoril - «Viragem», Cascais - Prémio de Artes Plásticas «João Hogan», S.N.B.A., Lisboa - Exposição - Homenagem a Luís Dourdil, Casino do Estoril - Galeria Diário de Noticias, Lisboa - Colectiva DITEC, Espaço Arte, Lisboa - Galeria Ant6nio Clara, Lisboa - EXPONOR, Matosinhos - 11 +1 Artistas da Viragem, Cascais - Galeria Municipal da Amadora - «Os Limites da Abstração», Viragem, Galeria Artebruta, Lisboa - Colectiva de Verão, Galeria Casino do Estoril Colectiva Galeria Belo-Belo, Braga - Feira de Arte de Portimão - I Bienal do Sabugal. 1993 Espaço Arte Livraria G, Lisboa - Colectiva «Porto de Lisboa», Museu Porto de Lisboa - Colectiva de Natal, Galeria de Arte do Casino do Estoril - Galeria Roca, Marinha Grande - Espaço Arte Livraria G, Lisboa - Galeria Atrium, Casa da Imprensa, Lisboa - XIII Salão de Outono, Galeria de Arte do Casino Estoril III, IV, V, Vi Exposição Internacional de Artes Plásticas de Vendas Novas -Galleria Artistudio, Milão - I Exposição Internacional de Artes Plásticas da Moita - Bienal do Alentejo - Galeria Atrium Saldanha, Lisboa

 
L´ART MURAL - 1929 PARIS
   

L´ART MURAL - 1929 PARIS

L´ART MURAL - 1929 PARIS

   

Iª SABUGAL - 1990

APOIO A VIRGEM -1991 ESTORIL

   

XIII SALÃO DE OUTONO - CASINO ESTORIL 1994

ROGÉRIO DE FREITAS & COSTA MARTINS - ESTORIL 1994

   

VENDAS NOVAS - 1996

AMOREIRAS - 1996

   

4ª VENDAS NOVAS - 1998

5ª VENDAS NOVAS

   

CGD - LISBOA 1999

II BIENAL DO ALENTEJO - 1999

   

I INTERNACIONAL VILA REAL ST. ANTÓNIO - 2000

POR TIMOR - LISBOA 2000

   

os desenhos...alguns

 
CARVÃO - 1929 CARVÃO - 1929
   
CARVÃO - 1960 CARVÃO - 1962
   
PASTEL - 1990 T. MISTA - 1982
 

as telas...poucas de muitas

 

OLEO S/MADEIRA - 1951

OLEO S/MADEIRA - 1956

 
OLÉO SOBRE TELA - 80X60 OLÉO SOBRE MADEIRA - 100X60
   
ACRILICO SOBRE TELA - 1990 ACRILICO SOBRE TELA - 1990
   
OLÉO SOBRE TELA - 70X40 OLÉO SOBRE TELA - 60X40
   
ACRILICO SOBRE TELA - 100X80 1999 ACRILICO SOBRE TELA - 100X80 1999
   
ACRILICO SOBRE TELA - 100X80 1999 ACRILICO SOBRE TELA - 100X80 1999 - "A BATALHA"
 

disseram dele...aqui também poucos de muitos

 

(Fernando Namora)

«Num dia o pintor, noutro dia o escritor, noutro ainda, o repórter ou o homem de cinema - em todos eles o que os identifica e os faz um só é esta intensíssima curiosidade, por tudo o que é vida e a urgência de exprimi-la em arte.»

(Manuel Faliero Lassi)

Aos cépticos em relação à vida, aconselho visitar uma exposição do Rogério de Freitas.

Se tiverem sorte, talvez tenham a possibilidade de encontrá-lo!

Poderão perceber porque com ele exorcizar os medos e ansiedades que derivam das batalhas que travamos todos os dias, se toma um exercício simples.

Se as linhas caóticas que criam as situações do nosso universo e da nossa vida, não proporcionarem esse momento... não desesperem...ainda podem recorrera duas soluções:

A primeira é conhecer quem o conheça!

Poderão constatar o poder do homem, pela influência e marca que deixa naqueles cuja inteligência e alma toca.

A segunda requer um pouco mais de trabalho...e alguma vontade de realizá-lo.

Ponham-se em frente a uma pintura do Rogério de Freitas! Estão a olhar para ela?

Não se esqueçam que essa pintura é como um espelho. Olhando o seu reflexo os animais, ao contrário dos homens, fogem!

Não tenham medo de olharem-se ao "espelho" e para o seu reflexo, visto que já se habituaram a viver com a vossa imagem.

Olhem através dessa porta aberta e comecem a ver esse "Mundo ao contrário"!

A "composição" desse Universo, as "cores "... Bom ,não me compete dizer tudo!

Entenderam o exercício?

Conseguiram realizar o que vos propus?

Perceberam porque é tão importante esse "Mundo ao contrário"?

Tenho absoluta certeza que sim!

Rogério de Freitas não é da minha geração, não tem uma ideologia política próxima da minha, não é fã de uma equipa de futebol como eu, não liga às tentações da arte culinária!

Embora eu espere poder convertê-lo!

É intransigente, tolerante, culto, curioso, aventureiro, verdadeiro.

Não suporta a inactividade mental e a mesquinhes.

Algumas virtudes suas das quais me orgulho!

Porquê? Porque tenho a honra de ser amigo deste homem das Artes e Letras, referência não só genial como humana.

(António Ramos Rosa)

Pode dizer-se que Rogério de Freitas pinta longe de si, para além da subjectividade ou da expansão sentimental.

O que ele visa é um centro intimo e transcendente que é, também, o mundo elementar, a plenitude da terra. O mundo é abolido pelo silêncio mas é nesse espaço que se abre o silêncio. Assim, o artista perde-se sem se perder.

O silêncio toma-se mais profundo, o vazio revela o fundo primordial, o espaço oferece-se na sua longevidade.

Estamos longe, muito longe, mas perto da nascente.

A distância torna-se o corpo da totalidade perdida, indefinida, inominável o que vemos não silo coisas nem signos, mas a tranquila suspensão do real, o seu vazio, o mistério da sua presença ausente.

Assim, o pintor promove uma abertura do olhar ao invisível, ao subjacente, ao virtual ilimitado. Sem qualquer excesso metafórico da imaginação, Rogério de Freitas abre-nos um caminho no seu despojamento, que é uma verdadeira metamorfose do vazio em que o ser se revela e se oculta na sua distância irredutível.

(José Eduardo de Almeida e Silva)

Certamente este não é o espaço para falar do homem que, sob o nome de Rogério de Freitas, aos oitenta e oito anos, ainda teima em nos observar com um olhar ternamente atento tão próprio de quem viu o mundo e dele foi protagonista, mas sempre expectante que algo de esquecido lhe seja revelado. Muito menos, é a hora de abordar a obra que nos legou, debutada num longínquo ano de 1938 em Paris e sobre a qual grandes vultos da Cultura Portuguesa, tais como Vergílio Ferreira e Fernando Namora, entre outros, escreveram o seu testemunho.

O momento a que cinjo a presente intervenção, confina-se à série de pintura datada de 1997 e agora exposta na Galeria de Arte Potthoff. Aqui encontramos um conjunto coerente de óleos, cromaticamente dominado pelas tonalidades azuis e pela composição vertical.

Porém, se a qualidade técnica é inquestionável, o que a sensibilidade induz, sem que o consiga expressar num rasgo imediato, é o motivo da nossa incondicional adesão. De facto, a pintura que nos é dada não se queda pela harmonia em que se constrói e desenvolve, pelo contrário, ela inquieta sem no tormento se alicerçar.

Digamos, que é fruto de uma longa reflexão sobre o ser e as suas múltiplas conjugações. Dai que os cambiantes azuis oscilem do escuro ( a cor da noite, do sonho e do inconsciente) ao celeste (a cor da inspiração, da transcendência, enfim do supra-humano ).

No entanto, de quando em quando deparamos com o verde que, sugerindo a realidade em Rogério de Freitas é o verdadeiro catalisador do gesto criativo.

Como um contador de histórias, Rogério de Freitas, pela narrativa plástica, entretém-nos a retractar a alma, inspirando-se umas no próprio ego, outras retiradas da mera observação, sem esconder um estranho fascínio cosmopolita onde o romantismo bucólico não tem lugar, mas, que é enriquecido pelo dramatismo subjacente à diversidade da existência humana quando abordada na complexibilidade do tecido urbano.

Assim, sem conformismo e pela assumida recusa à pieguice, a pintura de Rogério de Freitas, introduz-nos num ambiente irreal onde a tangibilidade e a imaginação se fundem para, numa subtil coreografia, nos revelarem o Homem que transcende o autor. Cru, sem crueldade, poeta sem necessidade da palavra, Rogério de Freitas retracta-nos o mundo sem esquecer o devir do ser que nasce no azul nocturno para se projectar na abertura do azul uraniano, que, neste contexto, não se apresenta como fuga, apenas como o percurso natural de quem não se queda no momento, persistindo para lá da temporalidade, sempre fiel a esse olhar de adolescente expectante que da vida tudo já viu, mas que dela ainda tudo espera.

(Edgardo Xavier)

Tal como Picasso, Rogério de Freitas porfiou em avançados caminhos que, uma vez por outra, retomaram às fontes, à laia de regressos para referência, como quem parte do já sabido para a descoberta dos mistérios que é urgente devassar, afinal apenas um meio para exaltar a magia que os impregna.

E neste fluir e refluir que Rogério de Freitas retoma a pintura de interiores deixando que os olhos usufruam formas e cores, luz e sombra, opacidades e transparências. A tónica é colocada nas naturezas, sua composição e harmonia plástica. Essencial será, no entanto, o modo como o Pintor as usa fazendo dos seus arranjos suporte para uma comunicação plena de cambiantes, urdida a golpes livres de pincel, amálgama de cores que assim se queimam e acendem para ser muito mais a linguagem própria deste homem diferente que o exercício de um regresso virtualmente útil.

Para lá dos temas é que situamos a importância da obra em termos de autenticidade e de coerência. Isto mesmo nos provou Morandi quando, espartilhando o seu psiquismo na fronteira de objectos comezinhos, transcendeu o meramente físico para se impor como arquétipo que, entre outras, a Bienal de São Paulo viria a confirmar no final dos anos cinquenta.

Naturezas mortas ou ainda vivas, como gostam de dizer os Ingleses, podem ser e são o motivo, a justificação, o ponto de partida para a aventura do quadro, essa viagem perturbadora que nos aproxima e nos afasta da serenidade para que a emoção vibre a plenitude do fazer. Rogério de Freitas oculta-se e revela-se.

Retrata-se e espelha-nos nesta série de obras que são uma dimensão da poética possível.

(Ana Lima-Netto)

É a alma que dita a pintura do Mestre, transforma o pesadelo materialista no espírito da Arte.

Rogério de Freitas privilegia claramente a lei das formas e dos meios puramente pictóricos, utilizando manchas justapostas de cores espessas de forma relativamente solta.

Sente-se a liberdade na representação dos elementos, uma harmonia e serenidade de cores mantidas em tensão através de contrastes claro escuro - concentração de manchas que conferem um efeito psicológico conduzindo o observador a vaguear pelo quadro obrigando-o a dissolver-se nele.

 

Muitos outros escreveram sobre ele...o amigo Vergílio Ferreira, Victor Palla, Lima de Carvalho, Catarina Aguiar Lassi, João Murillo, João Silveiro Pires, Maria Alzira Barahona, Costa Martins, Afonso Brandão, Gabriel Bossy, Lima de Carvalho e um elenco que já não cabe nestas paginas...!!!

 

Os livros...também falem as imagens

 

Das obras publicadas destaca-se em 1952 "A Porta Fechada", 1955 "Um resto de esperança", 1958 "Tempo de Angústia", 1960 .Sangue na Madrugada", 1968 "Os mortos chegam mais tarde" (peça em dois actos, cujo.. texto foi apreendido pela Policia), 1970 "Memória destruída".

 

A PORA FECHADA

UM RESTO DE ESPERANÇA

   

TEMPO DE ANGUSTIA

TEMPO DE ANGUSTIA

 

 

TEM DE HAVER QUALQUER COISA...

SANGUE NA MADRUGADA

   

OS MORTOS CHEGAM MAIS TARDE

MEMÓRIA DESTRUÍDA

   

COLECTÂNEA TRADUÇÃO RUSSA

TRADUÇÃO ITALIANA

   

COLECTÂNEA

COLECTÂNEA